foi o dia que deixei de te ver,
já não sabia nada de ti
nem sabia mais o que escrever.
Alteraste o meu sossego
sem pena e sem amor,
agora tento e não consigo
acreditar mais nesta dor.
Para ti criei tudo
desde uma palavra a um segundo,
deambulei e observei
o local por onde passei.
Abro as asas
e sigo a nobre poesia,
evocando as mais lindas palavras
neste momento de melancolia.
Desço do sotão até à cidade
procurando um rasto teu
na brevidade da cumplicidade,
que percebi num gesto seu.
Desenho um novo rosto
daquela nova personagem,
a personagem de um livro
que foi por mim composto
para transmitir uma mensagem.
O papel já rasgado
foi por mim recordado,
relatado por opiniões
e inerente de justificações.
Sofia Vieira
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