quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

À espera

Estou à espera, sim
à espera de entender
este sentimento que dentro de mim
magoa e vive
questionando o pouco e o todo
até a razão de viver.

Compreenderás que não és só tu
que chora, que sente paixão,
saberás, talvez, um dia
perdoar-te e amar-te
tu que tens fome de viver!
Tu que tens magoa!
Tu que não tens nada!

O fogo que percorre minh' alma
provoca em ti arrependimento
puro e sólido arrependimento.

Eu construi o sentimento
sim, aquele que rejeitaste,
mas podes ter a certeza
que quando te olhar nos olhos
irás questionar-te: porque me sinto assim?
E aí surgirá a resposta... Eu errei.
(O choro incuravél permanecia e a dor refugiava-se)


O sangue derramado no chão
metia dó a quem passava,
desconhecidos, intrusos, todos ou ninguém,
sentiam que nada havia a fazer.

A fuga é a mãe que nos protege
daquilo que não queremos ver!

Sofia Vieira

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