quarta-feira, 27 de junho de 2012

Unidos fomos um só ser

Juntos plantámos a semente do amor.
Unidos fomos um corpo nu
naquele berço rasgado de flores e memórias que jamais esquecerei.


Tive tempo...
Fomos liberdade.


Entrelaçamos as nossas mãos
e o que sempre me disseste?
Lembras-te? Meu amor, nunca mais te irei deixar.


Claro que não.
Até porque onde estou eu
nesta noite de Dezembro? Não sei.
Nem sequer sei quem sou!


Levaste o meu coração! Arrancaste-me tudo e só deixaste a poeira do desgosto
e as rochas que agora pisam os meus pés.
A ti, não te desejo nada...



Sofia Vieira

É sim, insólito


Parece algo insólito,
mas o amor é assim mesmo.
Aparece, permanece, enlouquece...

Não é mais que um sentimento que vibra
e nos faz tremer o dia todo
mesmo sem alimentá-lo,
ele continua lá, à espera que o outro te proteja.



Antes de me derrubares,
olha-te ao espelho
e um dia mais tarde dir-me-ás o que sentiste 
ao ver uma pessoa inútil e desprezada no seu reflexo.
Deixei de pensar...


Comecei a fortalecer,
não através da tua dignidade (porque nem sequer a tens)
mas foi a minha vontade e esperança de vencer este amor
que me permitiu amar de novo.

Sofia Vieira

sábado, 23 de junho de 2012

Juntos esperámos


Juntos chorámos,
percorremos o inalcançável
e juntamos o útil ao agradável.


Vivemos num mundo onde o real domina o irreal
e mesmo assim acaba tudo por ser tão especial
desde um simples olhar
até ao mais lindo beijar
de dois apaixonados.


Tento abalar o inabalável.
Procuro esquecer o inesquecível.
Recordo-me das palavras em vão
e só me apetece cair ao chão.


Abracei a saudade
só que ela era apenas uma saudade fictícia
onde não havia mais a certeza de um retorno
ou até mesmo a incerteza do abandono.


Deixa fluir o momento
e dá sentido à tua vida,
porque és tu quem reina dentro de ti
juntamente com o teu amor secreto.


Quando o vires diz-lhe onde estou
e quando ele cá vier ele irá perceber que já não estou.



Sofia Vieira