Unidos fomos um corpo nu
naquele berço rasgado de flores e memórias que jamais esquecerei.
Tive tempo...
Fomos liberdade.
Entrelaçamos as nossas mãos
e o que sempre me disseste?
Lembras-te? Meu amor, nunca mais te irei deixar.
Até porque onde estou eu
nesta noite de Dezembro? Não sei.
Nem sequer sei quem sou!
Levaste o meu coração! Arrancaste-me tudo e só deixaste a poeira do desgosto
e as rochas que agora pisam os meus pés.
A ti, não te desejo nada...
Sofia Vieira

