terça-feira, 10 de abril de 2012

Sinto um arrepio a partir do momento

Sinto um arrepio a partir do momento
que aquela música atravessa-me a mente, 
percorre-me o corpo,
sobrevoa no meu pensamento
e no final dela, dou por mim a corar
ao ver-te ao meu lado, bem distante,
mas mesmo assim presente.


Sempre te disse, nunca te menti.


A partir do momento que partiste,
o teu lugar continuou vazio
e eu fui incapaz de deixar seja lá quem for ocupá-lo.


O ar começou a ficar poluído
devido às saudades que trouxeste
e que te esqueceste de levar contigo.

Tu foste simples, maduro e claro,
de modo que eu já nem queria saber
se o teu suposto lugar
estava ou não preenchido.


Libertei a lágrima
e pedi ajuda ao Tempo,
o meu melhor amigo e companheiro 
de longa data que sempre me socorreu.


Não há perdão que justifique 
a inglória de uma paixão
jamais saboreada ao teu lado.


Não fazes ideia 
do que é sentir uma tensão obscura no peito
de tanto amar alguém como tu
que nem uma palavra nos dirige,
que nem um piscar de olhos nos proporciona,
que nem um beijo nos dá...
Apenas sentes o longínquo calor
daquela pessoa que tanto anseias tocar!


Descrevo-te em forma de palavras
que fazem de ti uma pessoa extraordinária,
mas que lá lá no mais profundo do teu Ser,
Tu não vales nada.


Dispo-te através da poesia... Oh sim!
Podes até rir-te, mas nunca irás sentir
este sabor que até hoje sinto aqui. 


Já me fartei de te ver,
de ainda pensar em ti!
Querido, eu não posso fazer nada para te ajudar,
porque tu nunca o permitiste.


Prometeste e falsificaste a tua promessa.


Obrigada! Obrigada, meu amado!

Sofia Vieira

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