terça-feira, 10 de abril de 2012

Julgo o teu jogo de sedução

Julgo o teu jogo de sedução,
Foto: Sofia Vieira
julgo as tuas sentidas palavras
que me provocam o tal arrepio,
palavras que me fazem lembrar
daquela terra por onde em tempos distantes habitámos.

Uma terra de sonhos e desejos
com um forte segredo de dois mundos paralelos
que nunca foram descobertos.


Mundos de uma vida, 
mundos de pessoas horríveis, indesejáveis,
absurdas, incompetentes, loucas,
apaixonadas, extravagantes,
exuberantes, insensíveis, ocultas...
Mundos de um ser só e abandonado: Tu. Nós.


Não me conheces 
nem nunca me reconhecerás,
mesmo que tentes
através do toque nos meus lábios corretos
destas banais e sensatas palavras,
que em tempos distantes 
nomearam-te para seres o meu Príncipe,
um ser loucamente imaginado
e constantemente sonhado.


As palavras sentem!
Elas remetem para uma desesperada longuíssima espera por Ti. 
És...
Ele é inútil e ao mesmo tempo insubstituível.

Olho em meu redor
e reencontro a paz que caminha
debaixo dos meus pés,
porém chegas Tu
e desassossegas esta calma e serena paz!


És tu a tal perturbação? A causa?
Só agora é que percebeste?!?!


Viraste as costas
e jurei que nunca mais te tocaria no ombro,
mesmo que fosse unicamente 
para ver um sorriso rasgado no teu tão belo rosto.


Jogo terminado.
Dedos cruzados.
Amor indeterminado.


Um chão vago,
surpreendentemente tremido
de uma dor incansável
e angustiáveis medos
que Tu provocaste.


Tudo por tua causa!


Sofia Vieira 

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