quarta-feira, 27 de junho de 2012

Unidos fomos um só ser

Juntos plantámos a semente do amor.
Unidos fomos um corpo nu
naquele berço rasgado de flores e memórias que jamais esquecerei.


Tive tempo...
Fomos liberdade.


Entrelaçamos as nossas mãos
e o que sempre me disseste?
Lembras-te? Meu amor, nunca mais te irei deixar.


Claro que não.
Até porque onde estou eu
nesta noite de Dezembro? Não sei.
Nem sequer sei quem sou!


Levaste o meu coração! Arrancaste-me tudo e só deixaste a poeira do desgosto
e as rochas que agora pisam os meus pés.
A ti, não te desejo nada...



Sofia Vieira

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