quarta-feira, 2 de maio de 2012

Pouco a pouco

Aos poucos e poucos
A dor chegou,
A lágrima nem sequer secou,
Tudo por tua culpa.

Não preciso que proclames este poema,
Somente quero que entendas 
Que a dor atinge e enfraquece
O meu sensível coração,
Persegue-o, maltrata-o...

Preciso que percebas a mensagem
Transcrita nestes versos tão puros
E tão insatisfeitos com a tua ausência,
Para sempre injustificada.

Continuo sem perceber,
Permaneço à tua espera,
Cansei.

Cansei... E segui.
Sigo por entre os mares profundos,
Por dentro dos corações partidos,
Ao alcance de tudo,
Ao alcance de todos.

Se um dia disseste que não,
Eu no dia seguinte (e até mesmo hoje)
Disse que sim.
E continuo a dizê-lo,
Pois não esqueço,
Não esqueço a controvérsia
E sobretudo a tua partida!

Apaga o meu sofredor pensamento!
Simplesmente apaga...

Sofia Vieira

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